Farinha de centeio
IngredientesUma farinha pobre em proteínas formadoras de glúten mas rica em enzimas e pentosanas, moída a partir do grão de centeio.
O centeio turbina uma massa mãe e dá um sabor terroso, mas a falta de glúten torna a massa 100 % centeio densa e pegajosa.
Farinha de espelta
IngredientesUm trigo antigo de glúten frágil e extensível e sabor doce e amendoado.
A espelta fermenta depressa e rasga com facilidade, por isso recompensa um manuseamento mais suave e fermentações mais curtas.
Farinha integral
IngredientesFarinha moída a partir do grão de trigo inteiro, incluindo o farelo e o gérmen.
Fermenta mais depressa e acrescenta sabor e nutrição, mas o farelo corta o glúten, por isso os pães ficam mais densos e bebem mais água.
Farinha para pão
IngredientesUma farinha de trigo rica em proteína (em geral 12–14 %) que forma um glúten forte.
A sua força aguenta hidratações altas e dá um pão alto e aberto — é a farinha por defeito para a maioria dos pães de massa mãe.
Farinha sem fermento
IngredientesUma farinha de trigo de proteína média (cerca de 10–12 %) adequada a uma grande variedade de fornadas.
Faz um pão mais macio e menos mastigável do que a farinha para pão e pode ter dificuldade em segurar hidratações altas.
Fermentação
FermentaçãoO processo metabólico em que os micróbios convertem os açúcares da farinha em gás, ácidos e álcool — a base de todo o pão de massa mãe.
Tudo o que define o sabor, o crescimento e a textura de um pão remonta à forma como conduzes a fermentação.
Fermentação em bloco
FermentaçãoO primeiro grande crescimento depois da mistura, enquanto a massa ainda é um único bloco — é aqui que se desenvolve a maior parte do sabor e da estrutura.
Acertar a fermentação em bloco é o fator que mais pesa num bom pão; errar por defeito ou por excesso já não se corrige depois.
Fermentação excessiva
Resolução de problemasDeixar a massa fermentar tempo demais, ao ponto de o glúten enfraquecer e já não conseguir reter o gás.
A massa sobrefermentada espalha-se chata, rasga ao cortar e coze densa — reconhecê-la poupa-te fornadas desperdiçadas.
Fermentação final
FermentaçãoO último crescimento do pão já moldado, depois de dividir e moldar e mesmo antes de cozer.
A fermentação final controla o volume e a abertura: curta demais dá um pão fechado que rebenta, longa demais dá um pão chato.
Fermentação insuficiente
Resolução de problemasCozer antes de a fermentação ter feito o seu trabalho, deixando a massa ainda tensa e com pouco gás.
Os pães subfermentados rebentam pela lateral, têm um miolo denso e pegajoso e falta-lhes sabor — a solução é paciência ou calor.
Fermento de padeiro
MicrobiologiaLevedura de padeiro cultivada (Saccharomyces cerevisiae), vendida fresca ou seca, usada como fermento rápido de uma só estirpe.
A massa mãe substitui-o por uma cultura selvagem — conhecer a diferença explica o crescimento mais lento e o sabor mais rico.
Fermentólise
TécnicaComo a autólise, mas a massa mãe entra logo no repouso de farinha e água, por isso a fermentação arranca de imediato.
A fermentólise poupa um passo e dá jeito a quem tem pressa, à custa de um pouco menos de controlo do que uma autólise pura.
Força da farinha
IngredientesA capacidade de uma farinha formar glúten, muitas vezes indicada pela percentagem de proteína ou pelo valor W europeu.
Uma farinha mais forte segura mais água e uma fermentação mais longa — exatamente o que os pães de alta hidratação precisam.